A ADUFU – Seção Sindical manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do artista plástico Edmar de Almeida, cuja vida foi tecida com os fios da beleza, da sensibilidade e do compromisso humano.
Nascido em Araxá, em 16 de abril de 1944, Edmar foi desenhista, pintor, artista têxtil, designer, mosaicista e iconógrafo sacro. Mestre das cores e das matérias, aprendeu com a terra e com a luz a extrair pigmentos, a compreender o gesto das fibras, o silêncio das texturas. Em suas tecelagens, não havia apenas fios — havia vozes, territórios e esperanças entrelaçadas.
Sua arte ultrapassou a estética: era gesto de partilha, projeto coletivo, pensamento democrático que via na criação um modo de incluir e libertar. Cada painel, cada trama, nascia do encontro entre mãos diversas e do sonho de que a arte pudesse ser também um espaço de convivência, de transformação e de luta.
Na sede da ADUFU – Seção Sindical, permanecem os painéis que Edmar criou especialmente para nós — tecidos que respiram a força simbólica do trabalho docente e o compromisso com a cultura e a liberdade. Em cada fibra ali repousa um pouco de sua presença, uma delicadeza que nos recorda que o ato de ensinar, de criar e de lutar são fios do mesmo tear.
Edmar segue agora no vasto tear do tempo, onde os fios da memória se convertem em luz e as cores nunca se apagam. Sua arte permanece entre nós como inspiração — lembrando-nos de que a beleza também é forma de resistência.
À família, aos amigos e a toda a comunidade artística e acadêmica, a ADUFU – Seção Sindical expressa sua solidariedade e gratidão pela vida e obra desse grande artista que teceu com amor e coragem parte da nossa história coletiva.
O corpo será velado na Paróquia Divino Espírito Santo (Av. dos Mognos, 355, Jaraguá) a partir das 13h. Às 15h sairá o cortejo para o Cemitério Parque dos Buritis, onde ocorrerá o sepultamento, às 16h.
Diretoria Executiva da ADUFU, gestão Unificar as Lutas.



