Na tarde de sexta-feira, 17 de abril, a diretoria da ADUFU – Seção Sindical, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da Universidade Federal de Uberlândia (PROGEP/UFU) e professoras aposentadas da carreira EBTT na UFU, que pleiteiam o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), se reuniram para discutir entraves que têm atrasado a avaliação de memoriais e impactado a progressão na carreira docente. Participaram do encontro, pela PROGEP/UFU, o pró-reitor de Gestão de Pessoas, Sebastião Elias, o diretor de Provimento, Acompanhamento e Administração de Carreiras, Juliano Oliveira, e a assistente em Administração Juliene Soares. A reunião teve como foco central a análise da situação individual das docentes presentes, muitas das quais aguardam há anos a avaliação necessária para avanço funcional.
Entre os principais problemas apontados está a dificuldade em encontrar avaliadores no banco nacional responsável por esse tipo de análise, fator que tem provocado atrasos prolongados nos processos. Há casos de professoras que aguardam há dois ou três anos pela avaliação de seus memoriais, situação que compromete direitos e gera insegurança. É bastante angustiante que a maioria das docentes já tenham implementado o RSC e outras nem tenham sido avaliadas.
Diante desse cenário, a ADUFU – Seção Sindical assumiu o compromisso de liderar uma força-tarefa voltada à revisão e ao fortalecimento do banco nacional de avaliadores. A iniciativa busca garantir maior agilidade nos processos e assegurar que as docentes tenham seus direitos reconhecidos em tempo adequado. A gravidade da situação também foi destacada durante o encontro, incluindo casos de professoras que aguardavam avaliação há anos e faleceram sem a conclusão do processo. O contexto reforça a urgência de medidas estruturais e evidencia a importância da atuação sindical na defesa dos direitos da categoria.
A avaliação geral dos/as participantes foi de que a reunião foi produtiva, relevante e indicou disposição da universidade em colaborar na busca por soluções. A expectativa é que os encaminhamentos definidos resultem em avanços concretos na regularização das avaliações e no reconhecimento dos direitos das docentes envolvidas.



