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O ANO DE 2017 DA UFU JÁ ACABOU

07/07/2017

O ANO DE 2017 DA UFU JÁ ACABOU

Situação dos investimentos da UFU é crítica


Na reunião do Conselho Diretor (CONDIR) da UFU realizada no dia 07 de julho de 2017, o pró-reitor de Planejamento e Administração (PROPLAD), Prof. Dr. Darizon Alves de Andrade, informou os diretores e diretoras da UFU que a rubrica "investimentos UFU" no ano de 2017 ganhou contornos dramáticos, resultando na interrupção de diversas obras. 

Os campi de Monte Carmelo, Patos de Minas e Ituiutaba serão os principais afetados, principalmente os cursos em implementação. A título de exemplo, a UFU hoje conta com 8 obras em andamento. As três maiores estão nestas cidades. Segundo o informe da administração superior, infelizmente as obras serão paralisadas. A UFU precisaria de cerca de 36 milhões de reais para terminar as obras. Entretanto, estamos muito longe disso.

O pró-reitor informou que em 2016, portanto antes do golpe, a UFU obteve cerca de 30 milhões de reais para a realização de investimentos. Em 2017, depois do golpe, esta rubrica sofreu um duro corte, com redução de cerca de 50%, chegando a 15,230 milhões de reais. Como se não bastasse, o governo federal contingenciou 37% deste montante nos últimos meses, retirando mais 5,644 milhões desta rubrica. Em suma, o orçamento real da UFU para investimentos para todo o segundo semestre de 2017 é de 9,585 milhões. 

O pró-reitor também informou que a UFU já executou 98,47% deste montante. Isso quer dizer que, para todo o segundo semestre do ano de 2017, a UFU contará com apenas 239,7 mil reais para fazer todos os seus investimentos. É importante lembrar que, como já dito, precisaríamos de cerca de 36 milhões de reais para finalização das principais obras da UFU.

A administração superior da UFU informou que o MEC e os políticos da região já foram comunicados sobre esta situação. Entretanto, informaram também que não existe nenhuma sinalização de resolução do problema no curto prazo. Na mesma reunião, a presidenta da ADUFU, Profa. Dra. Jorgetania Ferreira, pediu à administração superior para que paute a questão do orçamento numa reunião ampliada para que a comunidade universitária saiba a profundidade e extensão dos danos. Lembrou também que em tempos de austeridade, a situação pode piorar.

Embora trágica, a situação não surpreende. A ADUFU denunciou de forma contundente que o contingenciamento seria caminho natural caso a PEC 55 fosse aprovada. O sindicato não só denunciou, mas também enfrentou o projeto sendo liderança na greve nacional deflagrada no final de 2016 contra esta lei que agora estrangula a universidade pública brasileira. Paradoxalmente, coube agora ao próprio pró-reitor da PROPLAD, que ano passado se posicionava contra a greve docente, informar o Conselho Diretor, com tristeza, que os investimentos da UFU praticamente morreram.