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Mulheres de luta organizam ato pelo 8M em Uberlândia

03/03/2018

Na próxima quinta-feira, 08, a partir das 16 horas,  acontece na Praça Ismene Mendes, em Uberlândia, um grande ato pelo Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras. O evento foi organizado por mulheres de diversas entidades e movimentos sociais. Entre as atividades preparadas para a ocasião estão apresentações artísticas; homenagens; exposição fotográfica; distribuição de materiais informativos sobre os direitos das mulheres; uma passeata por ruas e avenidas do centro e repasses e explicações sobre a ação judicial que pretende mudar oficialmente o nome da praça onde ocorre o ato.

Para participar do abaixo assinado e ajudar a mudar oficialmente o nome da Praça Ismene Mendes, que atualmente tem o nome de um homem que assassinou, com quatro tiros, a esposa de 19 anos que estava grávida, acesse o link: http://chn.ge/2COzdxX

 


NÃO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A violência machista tem várias faces. Em casa, no trabalho ou nos espaços públicos, nós mulheres sofremos constantemente os efeitos de uma cultura que ainda nos violenta fisicamente, sexualmente, psicologicamente, financeiramente e simbolicamente.

A cada 11 minutos uma mulher é violentada no Brasil. A cada 7 segundos uma mulher é vítima de violência física. Entre as mulheres que foram violentadas no ano passado, 52% se calaram, apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher. Os casos de feminicídios cresceram drasticamente entre 1980 e 2010, tendo um percentual de 230%, triplicando o quantitativo de mulheres vítimas de assassinato no país. No Rio de Janeiro, com a intervenção do exército, as mulheres são as principais vítimas, aumentando os índices de feminicídio do Estado.   

Não podemos nos calar! A violência contra a mulher tem que acabar! 

Neste dia 8 de Março viemos dizer NÃO aos retrocessos e SIM as vidas das milhares de mulheres que sofrem todo tipo de violência machista no Brasil e no mundo.

 

NENHUM DIREITO A MENOS

A luta contra a retirada de direitos continua. A Reforma Trabalhista, que precariza ainda mais as mulheres, permitindo mulheres grávidas trabalharem em locais insalubres, precisa ser revogada. A Reforma da Previdência de Temer, que veio para ressaltar a desigualdade, ignora fatores como: as mulheres brasileiras trabalham 7,5h semanais a mais que os homens, e ainda realizam duplas/triplas jornadas de trabalho. Apesar de ter sido retirada do Congresso, a luta contra a Reforma não acaba aqui.

A intervenção do exército no Rio de Janeiro precisa ser retirada, pois ela atinge principalmente as mulheres pobres e negras das comunidades.

Esse governo tem lado, e não é nosso. Nenhum direito a menos! Contra a Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência, a Intervenção do exercito no Rio. Contra a retirada de direitos das mulheres e FORA TEMER!


POR MAIS MULHERES NA POLÍTICA

O Brasil ocupa uma posição vergonhosa no ranking de participação feminina na política, segundo dados da União Interparlamentar, o país está em 154º lugar dentre os 193 países. Um exemplo disso são as mulheres que ocupam apenas 10% dos cargos na Câmara Federal. 

A desigualdade se acentua ainda mais nas dimensões de classe, gênero, idade, raça/etnia. Temos um Congresso branco, rico e engravatado. A política brasileira é dominada pelas oligarquias, os que detêm o poder mantêm seus cargos por décadas, sem renovação.

É a hora das mulheres ocuparem mais espaços na política! Para isso, precisamos de políticas públicas que garantam escolas, creches, saúde pública de qualidade e assistência social. O Estado precisa garantir os direitos das crianças, idosos, pessoas com deficiência para que as mulheres não continuem se responsabilizando sozinhas pelos cuidados. É preciso que os homens assumam a responsabilidade pelo trabalho doméstico. Chega da ideia de que lavar, passar, cozinhar, cuidar é trabalho de mulher.

Lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na política!

 

SAÚDE E EDUCAÇÃO PARA TODAS

As mulheres fazem parte da parcela da população que mais sofre com a precarização da saúde e da educação no Brasil. A PEC 241, aprovada no ano passado pela base do governo ilegítimo de Michel Temer, congela por 20 anos os investimentos nas áreas da saúde e educação. Sendo as mulheres as principais responsáveis socialmente pelos cuidados domésticos de crianças e idosos, o peso da falta de recursos recairá diretamente nas mulheres! Seremos nós, mais uma vez, as encarregadas por preencher os espaços que este governo machista e corrupto vem deixando abertos.

No Brasil se registra, em média, 4 mortes de mulheres por dia, devido a complicações médicas em abortos clandestinos. O aborto clandestino é a 4ª causa de morte de mulheres no país. A PEC 181 vem para acentuar ainda mais esse quadro. Escrita inicialmente para aumentar o prazo da licença maternidade em casos de parto prematuro, acabou sendo usada para retirar mais um direito em relação à saúde da mulher: 18 homens decidiram por inserir na Constituição a proibição do aborto, inclusive nos casos que já era permitido por lei

Seguimos na luta pelo direito a saúde pública de qualidade! Pela revogação da PEC 241! Contra a PEC 181! Pela vida das mulheres!  


Serviço:

Evento: Dia internacional das Mulheres Trabalhadoras

Data: 8 de Março de 2018 (Quinta-feira)

Horário: 16h

Local: Praça Ismene Mendes (antiga Tubal Vilela)