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ADUFU-SS, Sintet-UFU e PT-Uberaba contribuem para campanha Natal Sem Fome, do MST

18/04/2022

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) se organiza nacionalmente, desde o início da pandemia de Covid-19, com foco na arrecadação de alimentos para abastecimento de cozinhas comunitárias, doações e vendas a preços reduzidos a pessoas necessitadas. 


Entre os meses de dezembro de 2021 e janeiro de 2022 ocorreu a campanha "Natal Sem Fome", uma ação de solidariedade da classe trabalhadora para combater o projeto de poder da extrema direita, que banaliza a vida para garantir os lucros. Como o agronegócio não alimenta o povo e os alimentos estão cada dia mais caros, O MST contou com o auxílio da ADUFU - Seção Sindical, do Sintet-UFU e do Partido dos Trabalhadores de Uberaba para doarem alimentos ou revendê-los a preço de custo, com o objetivo de garantir uma alimentação segura, saudável e nutritiva para os mais pobres.


"A campanha Natal Sem Fome foi uma ação da classe trabalhadora e cultivou o valor da solidariedade, que é a ideia de quem tem pouco compartilhar com quem também tem pouco. Foram os trabalhadores que mais empobreceram durante a pandemia. Tudo isso faz parte de um projeto econômico da extrema-direita: o nível de exploração é imenso, é extremo", revela Yago da Silva Oliveira, militante do MST.


A organização arrecadou as doações e garantiu a entrega de quatro toneladas de alimentos para várias cidades da região do Triângulo Mineiro. Aproximadamente 1.000 famílias foram beneficiadas pela ação, em zonas urbanas e rurais, revelando a resistência do MST diante do projeto de morte da classe trabalhadora orquestrado pelo governo Bolsonaro.


"A nossa campanha ganhou dimensões históricas e foi reconhecida como uma das maiores ações de solidariedade, cooperação e humanismo que este país já viu, alimentando o corpo e alma dos brasileiros, contribuindo para a manutenção da vida e da esperança do povo", conta Oliveira.


Vale ressaltar que a campanha "Natal Sem Fome" trabalhou em duas vias: com a comercialização de cestas com produtos da reforma agrária popular e com as doações diretas de alimentos para quem precisava. A ADUFU - Seção Sindical contribuiu nesta segunda via, colaborando financeiramente para que alimentos de qualidade pudessem ser comprados e doados.


"A ADUFU contribui desde o início da pandemia com os projetos do MST e com as cozinhas comunitárias, pois entendemos que vivemos um cenário crítico no Brasil, de fome, miséria e descaso do governo com a vida das pessoas. Então, esta foi mais uma doação, somando forças com outros/as parceiros/as, numa ação solidária, para garantir que menos pessoas passem fome", afirma o presidente da ADUFU, professor Sidiney Ruocco.


A ADUFU - Seção Sindical, portanto, sempre valorizou, apoiou e esteve junto nas lutas dos movimentos sociais e populares, que dão vazão às demandas da classe trabalhadora.


"A ADUFU compartilha com o MST a ideia de que o lucro não vale a vida. A ADUFU fez campanha ao nosso lado desde o início da pandemia: lutou pela vacinação em massa, pela alimentação segura e de qualidade, pela dignidade humana. Os docentes da UFU foram agentes da esperança quando contribuíram para a campanha 'Natal sem fome'", completa Oliveira.


OUÇA O PODCAST LINHA DE FRENTE SOBRE AS DOAÇÕES AO MST: https://open.spotify.com/episode/6z1VxGYzDE70LI49LAbevS