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Diretoria da Adufu reafirma seu respeito à base e sua concepção sindical

13/10/2009

Diretoria da Adufu reafirma seu respeito à base e sua concepção sindical

 

                Face ao documento recebido e publicado pela diretoria da Adufu, de autoria dos professores Antonio Bosco de Lima (Faced), Antonio Cláudio Moreira Costa (Faced) e Aldo Durán Gil (Decis/Fafcs) a diretoria executiva faz as seguintes considerações. Primeiramente queremos agradecer aos professores as críticas que nos permitem esclarecer o caminho que estamos propondo e trilhando desde a campanha para que a Adufu sirva aos interesses de sua base, embora não tenhamos concordância com o conteúdo veiculado. Assim seguem nossos esclarecimentos.

A eleição do delegado e observadora ao 54º CONAD (Conselho do ANDES-SN) ocorreu na assembléia geral do dia 25 de junho de 2009, da forma como foi indicada pela Diretoria Colegiada e de acordo com o estatuto do ANDES-SN, que preconiza que cada seção sindical escolha, em assembléia geralapenas 01 delegado(a). A ele se podem juntar observadores, em número que cabe à própria seção sindical indicar, sem que haja direito a voto. Nessa assembléia geral nenhum outro nome foi apresentado, nem mesmo por dois dos autores do texto que se fizeram presentes a ela.

É forçoso reconhecer, inclusive pelas prestações de contas mensais de longa data publicadas nos informativos da ADUFU-SS, que havia um saldo mensal negativo, o que exigia o sistemático recurso à poupança, de forma que os recursos materiais do sindicato vinham conhecendo um escoamento que comprometia suas atividades-fim. Definimos priorizar atividades que se vinculassem ao objetivo de reconstruir a capacidade de mobilização e a credibilidade do sindicato junto aos docentes. Para isso recuperamos as finanças da entidade, conforme ficou demonstrado à página 3 do Informativo 348, de 09/10/2009.

Nossa política de comunicação tem diversificado os instrumentos de interlocução com a categoria e com a própria sociedade, além de buscar, incessantemente, criatividade, irreverência e leveza, em contraposição ao mau humor que tanta presença possui no meio sindical. Além disso, buscamos revitalizar as instâncias de deliberação, que são insubstituíveis quanto à função que possuem.

As acusações de clientelismo político, manutenção de curral eleitoral, troca de favores, privilégios, corrupção, cretinismo sindical, agrilhoamento de professor e aluno e perseguição a professor/trabalhador serão tratadas de acordo com a natureza que possuem, no devido momento e na instância adequada.

Repudiamos, veementemente, a afirmação de que representamos quaisquer bases de sustentação de candidaturas à reitoria. Muitos dos militantes do movimento docente se credenciaram às disputas dentro da instituição UFU e não há, nisso, problema algum. Esses militantes históricos do movimento docente não podem retornar à ADUFU simplesmente porque dela nunca saíram. Estamos cumprindo o papel de sindicato: defendendo os interesses da categoria frente à reitoria e ao governo federal. Foi essa diretriz que apresentamos durante a campanha eleitoral. Além disso, respeitamos todas as profissões, atitude incompatível com o tom jocoso utilizado por esses colegas em relação a algumas delas.

Não fazemos patrulhamento ideológico. Cada membro da diretoria tem sua opção, seja partidária ou não. Mas a Adufu não está e não estará, na nossa gestão, a serviço de nenhum partido. Talvez esse seja o grande incômodo. Essa tentativa de partidarização diz respeito, aí sim, a um vício que marca os que vêem nos sindicatos espaços de aparelhamento para seus grupos políticos. Decididamente não é o nosso caso. Convivemos com a pluralidade e as diferenças e delas fazemos patamar para os projetos coletivos.

Queremos comemorar os 30 anos de lutas, conquistas, dificuldades e capacidade de recomeçar. Por isso sabemos combinar festa com formação política, mobilizações com dança, poesia com pronunciamentos, prazer com militância, fazendo eco ao poeta: beleza é fundamental.

Nosso foco permanecerá voltado para as visitas às unidades acadêmicas, campanhas de denúncia e mobilização em torno das questões que nos afetam, enfim, tudo aquilo que expressa nossa concepção. Temos trabalhado muito, em várias frentes, e assim continuaremos, sem perder a classe e com muita elegância.